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O sócio n.º 7616

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06.05.2026

Há muito, muito tempo, fui ao estádio do Jamor assistir com o meu pai e o meu irmão a uma das raras vitórias do Futebol Clube do Porto na altura. Foi um dia histórico, coroado com a conquista de uma Taça de Portugal diante do Vitória Futebol Clube, de Setúbal. Ganhámos 2-1 e aquele dia e aquela vitória nunca mais me saíram da cabeça. Tínhamos finalmente ganhado um troféu, depois de muitos anos de amargura, frustração e desencanto. Olho para aquele dia como se fosse hoje: Américo; Bernardo da Velha, Valdemar, Rolando e Atraca; Pavão e Custódio Pinto; Jaime, Djalma, Gomes e Nóbrega. O Américo vestia uma camisola cor de laranja e voava para defender tudo. E o Valdemar e o Nóbrega corriam para dar a volta ao resultado e ao destino. Mas ainda foi preciso esperar 10 anos, depois daquele dia 16 de junho de 1968, para desatar o nó que nos enguiçava a glória e a hegemonia. Em 1978 quebrámos um jejum de 19 anos malditos e iniciámos a mais vitoriosa caminhada do futebol português.

Temos agora 31 campeonatos. Parecem muitos, mas a verdade é que nos últimos 50 anos conquistámos 26, o que faz do FC Porto a maior potência futebolística do último meio século. É uma hegemonia incontestável, que só encontra paralelo no Benfica, com quem partilhamos o número de troféus conquistados no futebol desde sempre: 87.

Mas nada disto caiu do céu. São muitos anos de vitórias, têmpera e mística. E quando, em 2024, o FC Porto deu um passo histórico de renovação e mudança, todos quiseram acreditar que a exigência se mantinha, que a ânsia de conquista era inalterável e perene, que o sofrimento alimentava a sede de conquista. Os milhares de adeptos que votaram, em números históricos, numa nova etapa sabiam que podíamos mudar tudo, menos uma coisa: a excelência e a superação.

E foi........

© A Bola