FC Porto: hegemonia
Pode não ter sido uma época perfeita — deixámos fugir a Taça de Portugal e perdemos uma excelente oportunidade de regressar a uma final europeia — mas foi uma temporada muito boa e não apenas pelos resultados desportivos.
O FC Porto estava na segunda época pós-Pinto da Costa e ninguém tinha a certeza de como ela acabaria. Será que os erros do primeiro ano iriam repetir-se? Será que a escolha do novo treinador fora acertada? (Aquele final de época anterior no Ajax pairou como um abutre sobre todos os momentos de incerteza ao longo desta temporada…) Será que a política agressiva de contratações iria dar frutos? Será que os saudosistas de favores corruptos e privilégios parasitas iriam continuar a sabotar os esforços de uma nova Direção, eleita por números históricos?
Havia muitas dúvidas, é verdade, mas do que nunca ninguém teve dúvidas foi da extraordinária vontade de resgatar o ímpeto vitorioso de um clube habituado a vencer.
Viciado em vitórias, ambicioso e preparado para uma época decisiva, André Villas-Boas apostou muito forte. Prometeu o maior investimento em contratações e cumpriu. Apesar do estado miserável em que a nova Direção encontrou as finanças do dragão, o presidente e a sua equipa fizeram o que poucos consideravam possível: recuperar o clube financeiramente e recuperar a hegemonia no futebol português.
Foram investidos cerca de 100 milhões de euros na construção de um novo plantel: Viktor Froholdt, Alberto Costa, Bednarek, Kiwior, Gabri Veiga, Pablo Rosario, Borja Sainz, Prpic, Nehuén Pérez, Oskar Pietuszewski. A custo zero ou por empréstimo chegaram Thiago Silva, Fofana e Terem Moffi. Era uma equipa nova, era uma nova ambição e era um novo projeto. Tinha razão Jorge........
