Abuso sexual na Igreja: quanto vale um trauma? Opinião de Rosa Ruela
Ciro Molina tinha apenas 9 anos quando o padre de Tejina, uma aldeia em Tenerife, a maior das ilhas Canárias espanholas, o sentava entre as suas pernas para lhe perguntar “si la ponia durita”.
Os primeiros abusos começaram pouco depois de ele se tornar acólito na paróquia dirigida por Carmelo Hernández e agravaram-se com a sua entrada no seminário, aos 12 anos. Aí, durante a confissão, o padre queria saber com que frequência se masturbava e no que pensava ao fazê-lo.
“Enquanto me fazia essas perguntas, começava a tocar-me na coxa”, já contou Ciro uma e outra vez. Carmelo também pedia que lhe beijasse as mãos, chegou dar-lhe um beijo na boca e a meter uma mão por baixo da camisa.
O miúdo não seria a sua única vítima. Um dia, durante um retiro no sul da ilha, alguns dos coleguinhas acólitos disseram às catequistas que já não queriam confessar-se ao padre........
