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O PREC da direita e da esquerda e as presidenciais

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12.02.2026

1. Como diria o senhor de La Palice, António José Seguro ganhou as eleições porque uma grande maioria de portugueses votou nele. Pouco importa se o fizeram porque não queriam o outro candidato ou se achavam que ele era mesmo o homem certo para o lugar. É ele o vencedor.

Mas a vitória é sobretudo a da democracia e dos valores constitucionais. Era, de facto, a democracia que estava em causa, não o radicalismo face à moderação, ou o socialismo contra o não socialismo, ou a esquerda contra a direita, ou as várias maneiras que se encontraram para tentar esconder o que estava verdadeiramente em jogo nestas eleições.

Era ele quem estava no lugar de defender esses valores e foi por a grande maioria dos portugueses ainda os estimar que se sagrou vencedor.

2. André Ventura perdeu, mas não foi derrotado. Pelo contrário, o seu crescimento parece não ter fim: em menos de dez anos, passou de deputado único a um grupo parlamentar de 60 e, em três semanas, passou de 23% dos votos para 33%.

Estas eleições marcaram um novo patamar, não só quantitativo mas também qualitativo. O populista viu definitivamente cair as famosas linhas vermelhas entre as direitas. Votar na extrema-direita teve o decreto de normalidade assinado pelo primeiro-ministro e pelo agora comentador/deputado europeu/líder de um movimento político Cotrim Figueiredo.

3. No entanto, os eleitores dessas áreas, como dizia David Dinis, do Expresso, tiveram, na sua grande maioria, mais juízo do que os líderes.

É tempo, aliás, de as lideranças........

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