A segunda catástrofe
Diante da adversidade, o Governo deu um atroz festival de incompetência. Foi a ministra da Administração Interna (MAI) que não existiu, logo numa altura em que o País mais precisava dela. Quando disse, diante das câmaras, que não sabia o que tinha falhado no socorro, quando afirmou que desconhecia o plano de emergência (“Qual plano?”) e quando achou normal estar a “aprender” no cargo (o mantra da “aprendizagem coletiva”), está tudo dito.
Depois há o ministro da Defesa que andou a brindar aos militares, para as televisões, e ficou à espera não se sabe do quê para colocar a tropa imediatamente ao serviço da Proteção Civil, na salvaguarda das pessoas e dos bens. Acordou uma semana depois da tragédia.
O ministro da propaganda, perdão, da Presidência, Leitão Amaro, resolveu trabalhar para a imagem com aquele vídeo inconcebível para o TikTok, em vez de fazer alguma coisa de útil para as populações. Salvou-se a Ministra do Ambiente e Energia, que teve uma acuação louvável e à altura dos acontecimentos.
Mas por que razão o primeiro-ministro, que é a chefia do sistema nacional de........
