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PS imergente, Passos emergente

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04.06.2026

1.O PS volta a enfrentar os seus fantasmas. No momento em que José Luís Carneiro começava a afirmar-se, nas sondagens, como uma real alternativa para a chefia de um futuro governo, cai-lhe em cima a notícia da Operação Imergente, que envolve dezenas de arguidos e quatro detidos, a maioria dos quais ligados ao poder autárquico socialista, sob suspeita de crimes como prevaricação, burla qualificada, fraude fiscal qualificada, recebimento indevido de vantagem, entre outros. Suprema ironia, as buscas estenderam-se à sede do Largo do Rato, tendo sido detido um assessor, Duarte Moral, que trabalhava numa das salas contíguas ao gabinete do líder – numa inquietante repetição do que sucedeu a António Costa, na Operação Influencer. O caso merece ser esmiuçado em sete pontos fundamentais.

Primeiro: O timing da “bomba”. É certo que já havia notícias, com vários anos, de investigações a envolver, entre outros dos agora arguidos, o histórico socialista Miguel Coelho. E que, portanto, o caso, aparentemente, não teria de esperar por este momento de afirmação do PS, a liderar sondagens. Esta é a teoria da cabala, reforçada por precedentes suspeitos: o Ministério Público (MP) estaria a gerir politicamente as suas investigações. Neste caso, a tese é demasiado rebuscada. O momento para que este tipo de casos saia à luz do dia nunca é o mais adequado. Se não fosse agora, seria noutra altura, antes ou depois – e o mesmo tipo de argumentos seria sempre invocado. Pelo contrário, o MP não deve ter qualquer preocupação com os timings políticos, mas sim fazer, como parece ser o caso, o seu trabalho.

Segundo: O “trabalhador” (terminologia oficial do PS…) detido, Duarte Mural, apesar de ser apresentado como assessor de José Luís Carneiro, não será um dos seus........

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