Prémio Laranja sem Sumo para mais um Plano do Amanhã que Canta de um Governo sempre atrasado na resposta à realidade
Ontem foi dia de muitas celebrações pouco recomendáveis que o Governo mais minoritário da democracia, filho da golpada constitucional de novembro de 2024 e com um primeiro-ministro patrocinado por empresas amigas, resolveu assinalar com mais um plano atrevido, desta vez até 2034, quais gloriosos amanhãs que cantam para calar as misérias do quotidiano.
A 28 de abril verificou-se a insólita coincidência do aniversário do apagão de 2025, dos três meses sobre a tempestade Kristin e dos dois meses sobre o início da guerra lançada por Netanyahu e Trump contra o Irão.
Ao fim de um ano de apagão, em que toda a redundância e resiliência falharam, em que a Proteção Civil foi impedida de agir de imediato e o Governo preferiu a propaganda, grande parte das 31 medidas então anunciadas está ainda por concretizar. O relatório técnico agora divulgado confirma que as medidas estruturais de reforço da rede elétrica estão por executar, não tendo sequer sido ainda lançados os concursos públicos para a sua concretização. Igualmente, o amplo armazenamento de energia por baterias, previsto até janeiro de 2026, está por concretizar sem concursos sequer lançados, tal como está por cumprir o anúncio do reforço da resiliência de infraestruturas críticas, como hospitais, serviços de proteção civil ou postos e esquadras das forças de segurança.
O que torna quase cómico, depois de ter sido feito pelo Governo um grande alarde conspirativo sobre o colapso do SIRESP durante o apagão,........
