Prémio Laranja Doce para a informação com verdade sobre os trabalhadores estrangeiros
A semana passada, na ressaca das tempestades Kristin e Leonardo, foi muito penosa para a credibilidade do Governo Montenegro 2.0 e para uma opção que privilegiou a aproximação ideológica à extrema-direita sobre a realidade e a busca de necessários consensos.
Ao fim de vários anúncios, em Alcácer do Sal, em Coimbra e na Assembleia da República, o PTRR apresentado é apenas um mal-amanhado PowerPoint de 10 páginas, sem medidas concretas para quem, fora dos 68 municípios que estiveram em Estado de Calamidade, ficou desalojado, sem local de trabalho, sem estrada ou com as culturas destruídas.
Afinal, temos apenas simpáticas banalidades sobre Transformação, Recuperação e Resiliência, mas não sabemos quais os meios financeiros adicionais, as áreas abrangidas, nada estará aprovado antes de meados de abril e o plano de execução irá prolongar-se até ao quase infinito ano de 2034 , daqui a vários governos e provavelmente vários primeiros-ministros.
Mas quem com urgência quer cobrir o telhado destelhado, reparar a estrada esventrada, encontrar soluções para o realojamento, ou garantir compromissos de entregas de encomendas aos clientes sabe que os apoios anunciados são curtos e que não pode esperar por amplos consensos nacionais depois da auscultação de quase tudo o que mexe na vida pública.
A única certeza para já é que a falta de mão-de-obra se irá acentuar e dificultar as reparações mais urgentes, mas a cegueira da política migratória de Montenegro e de Leitão Amaro está muito feliz com a redução em cerca de 40%, verificada em 2025, das........
