Vazamento sobre calote de R$ 3,6 bi do Banco do Brasil está na mira da CVM
Editado por Stéfanie Rigamonti, espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão
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Vazamento sobre calote de R$ 3,6 bi do Banco do Brasil está na mira da CVM
Débito de uma única empresa nesse valor apareceu no balanço do Banco do Brasil, sem nome da companhia revelado, e em situação de inadimplência
Pessoas do BB disseram à coluna que calote era da Braskem; dívida na verdade era da Odebrecht e foi renegociada no ano passado
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Um "caso específico" de inadimplência no valor de R$ 3,6 bilhões envolvendo uma única empresa do segmento atacado, que apareceu no balanço do Banco do Brasil do quarto trimestre, gerou um rebuliço no mercado na última quinta-feira (12) e agora é alvo de processos da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Em nota ao Painel S.A., o órgão disse que o assunto está sendo tratado no âmbito de dois processos, que não estão públicos, em análise na Superintendência de Relações com Empresas. "A área técnica não comenta casos específicos", afirmou a CVM após questionamentos da coluna.
O Banco do Brasil não revelou o nome da companhia em seu balanço nem em comunicados oficiais. Mas circulou no mercado que foi a Braskem a responsável pelo calote, informação essa que foi confirmada ao Painel S.A. por pessoas internas do Banco do Brasil, e noticiada pela coluna na tarde da quinta-feira.
A informação derrubou o preço da ação da petroquímica, que caiu 11% no pregão. A companhia inicialmente não se manifestou após os pedidos de posicionamento da reportagem. Mais tarde, depois do fechamento de mercado, a Braskem disse que não tem dívida com o Banco do Brasil, e também não tinha em 2025.
Nesta sexta (13), essas mesmas pessoas do Banco do Brasil que conversaram com a coluna na véspera em condição de anonimato disseram que houve um engano, e que na verdade tratava-se de uma dívida da Novonor (ex-Odebrecht), que deu como garantia suas ações na Braskem. A Novonor controla a petroquímica com 38,3% do capital total, junto com a Petrobras, que possui outros 36,1%.
Pessoas da própria Novonor e da Braskem que preferiram não se manifestar também confirmaram o real tomador do crédito junto ao Banco do Brasil à coluna. Procuradas para se manifestar, porém, as empresas disseram que não vão comentar. A estatal também não se manifestou.
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A dívida em questão da Novonor com o Banco do Brasil, registrada no balanço da estatal como calote, foi renegociada no quarto trimestre do ano passado. Ou seja, ao final do ano, já não estava mais em situação de inadimplência. Segundo comunicado oficial do banco estatal, que segue sem abrir qual é a empresa endividada, a situação só foi totalmente regularizada no começo de 2026.
"Essa operação ficou inadimplente no 4º tri de 2025, muito em fruto de uma negociação em andamento que logrou êxito no final de 2025, mas que os instrumentos do Banco do Brasil foram pactuados no início de 2026", disse o BB em comunicado à imprensa.
A confusão, porém, já estava feita. As ações da Braskem despencaram bem no momento em que a Odebrecht está em vias de vender sua fatia na petroquímica para a gestora IG4 Capital. Mesmo que em alta de cerca de 3% no pregão desta sexta, os papéis da companhia ainda não recuperaram o tombo da véspera.
Paralelamente, a petroquímica informou o mercado na última quinta-feira que a Petrobras não exerceu seu direito de preferência em uma potencial venda da fatia detida pela Novonor na Braskem.
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