menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Vazamento sobre calote de R$ 3,6 bi do Banco do Brasil está na mira da CVM

10 60
14.02.2026

Editado por Stéfanie Rigamonti, espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão

Link externo, e-mail de Painel S.A.

Recurso exclusivo para assinantes

Vazamento sobre calote de R$ 3,6 bi do Banco do Brasil está na mira da CVM

Débito de uma única empresa nesse valor apareceu no balanço do Banco do Brasil, sem nome da companhia revelado, e em situação de inadimplência

Pessoas do BB disseram à coluna que calote era da Braskem; dívida na verdade era da Odebrecht e foi renegociada no ano passado

dê um conteúdo benefício do assinante Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. benefício do assinante Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Já é assinante? Faça seu login ASSINE A FOLHA

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois Salvar artigos Recurso exclusivo para assinantes assine ou faça login

Recurso exclusivo para assinantes

Receba no seu email as informações exclusivas da coluna Painel S.A.

Um "caso específico" de inadimplência no valor de R$ 3,6 bilhões envolvendo uma única empresa do segmento atacado, que apareceu no balanço do Banco do Brasil do quarto trimestre, gerou um rebuliço no mercado na última quinta-feira (12) e agora é alvo de processos da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Em nota ao Painel S.A., o órgão disse que o assunto está sendo tratado no âmbito de dois processos, que não estão públicos, em análise na Superintendência de Relações com Empresas. "A área técnica não comenta casos específicos", afirmou a CVM após questionamentos da coluna.

O Banco do Brasil não revelou o nome da companhia em seu balanço nem em comunicados oficiais. Mas circulou no mercado que foi a Braskem a responsável pelo calote, informação essa que foi confirmada ao Painel S.A. por pessoas internas do Banco do Brasil, e noticiada pela coluna na tarde da quinta-feira.

A informação derrubou o preço da ação da petroquímica, que caiu 11% no pregão. A companhia inicialmente não se manifestou após os pedidos de posicionamento da reportagem. Mais tarde, depois do fechamento de mercado, a Braskem disse que não tem dívida com o Banco do Brasil, e também não tinha em 2025.

Nesta sexta (13), essas mesmas pessoas do Banco do Brasil que conversaram com a coluna na véspera em condição de anonimato disseram que houve um engano, e que na verdade tratava-se de uma dívida da Novonor (ex-Odebrecht), que deu como garantia suas ações na Braskem. A Novonor controla a petroquímica com 38,3% do capital total, junto com a Petrobras, que possui outros 36,1%.

Pessoas da própria Novonor e da Braskem que preferiram não se manifestar também confirmaram o real tomador do crédito junto ao Banco do Brasil à coluna. Procuradas para se manifestar, porém, as empresas disseram que não vão comentar. A estatal também não se manifestou.

Ícone Facebook Facebook

Ícone Whatsapp Whatsapp

Ícone de messenger Messenger

Ícone Linkedin Linkedin

Ícone de envelope E-mail

Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar

A dívida em questão da Novonor com o Banco do Brasil, registrada no balanço da estatal como calote, foi renegociada no quarto trimestre do ano passado. Ou seja, ao final do ano, já não estava mais em situação de inadimplência. Segundo comunicado oficial do banco estatal, que segue sem abrir qual é a empresa endividada, a situação só foi totalmente regularizada no começo de 2026.

"Essa operação ficou inadimplente no 4º tri de 2025, muito em fruto de uma negociação em andamento que logrou êxito no final de 2025, mas que os instrumentos do Banco do Brasil foram pactuados no início de 2026", disse o BB em comunicado à imprensa.

A confusão, porém, já estava feita. As ações da Braskem despencaram bem no momento em que a Odebrecht está em vias de vender sua fatia na petroquímica para a gestora IG4 Capital. Mesmo que em alta de cerca de 3% no pregão desta sexta, os papéis da companhia ainda não recuperaram o tombo da véspera.

Paralelamente, a petroquímica informou o mercado na última quinta-feira que a Petrobras não exerceu seu direito de preferência em uma potencial venda da fatia detida pela Novonor na Braskem.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

dê um conteúdo benefício do assinante Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler. benefício do assinante Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha. Já é assinante? Faça seu login ASSINE A FOLHA

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois Salvar artigos Recurso exclusivo para assinantes assine ou faça login

Recurso exclusivo para assinantes

Leia tudo sobre o tema e siga:

sua assinatura pode valer ainda mais

Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas (conheça aqui). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

sua assinatura vale muito

Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

Leia outros artigos desta coluna

https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painelsa/2026/02/vazamento-sobre-calote-de-r-36-bi-do-banco-do-brasil-esta-na-mira-da-cvm.shtml

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

notícias da folha no seu email

notícias da folha no seu email

Na página Colunas da Folha você encontra opinião e crônicas de colunistas como Mônica Bergamo, Elio Gaspari, Djamila Ribeiro, Tati Bernardi, Dora Kramer, Ruy Castro, Muniz Sodré, Txai Suruí, José Simão, Thiago Amparo, Antonio Prata e muito mais.

Braskem tem relação com calote de R$ 3,6 bilhões no Banco do Brasil

Braskem tem relação com calote de R$ 3,6 bilhões no Banco do Brasil

Dívida de R$ 335 milhões de sócio do Rosewood junto ao Master começa a vencer na próxima semana

Dívida de R$ 335 milhões de sócio do Rosewood junto ao Master começa a vencer na próxima semana

Bradesco planeja operar cerca de 30% da linha do BNDES para substituição de caminhões

Bradesco planeja operar cerca de 30% da linha do BNDES para substituição de caminhões


© UOL