Ator completo, Robert Duvall mostrou sua força no silêncio entre palavras
Ator completo, Robert Duvall mostrou sua força no silêncio entre palavras
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Robert Duvall sabia o seu valor. Alçado ao estrelato em 1972 como o consiglieri de Dom Vito Corleone, personagem de Marlon Brando em "O Poderoso Chefão", o ator não abaixou a cabeça quando o diretor Francis Ford Coppola concluiu a saga mafiosa em 1990. Para retomar o papel, Duvall pediu pelo menos um salário equivalente ao valor pago a Al Pacino pelo segundo filme mais de uma década antes. O estúdio recusou. Duvall não vacilou. Tom Hagen, seu personagem, foi por fim cortado do roteiro.
Poderia ter sido mero inconveniente para o filme, centrado na figura austera de Pacino e seu Michael Corleone. Mas o próprio Coppola disse, anos depois, que "O Poderoso Chefão - Parte III" parecia incompleto sem a participação de Duvall. Sua ausência deixou um vácuo que prejudicou radicalmente a jornada de seu protagonista rumo a uma redenção que jamais viria. "Eu aceitaria que Al ganhasse o dobro do que eu recebo", disse Duvall em 2010. "Mas não três ou quatro vezes mais, que foi o caso."
A confiança em seu próprio trabalho não era injustificada. Apesar do holofote trazido por "O Poderoso Chefão", Robert Duvall já era veterano de uma década no cinema, desde que estreou no clássico "O Sol É Para Todos" como Boo Radley, vizinho recluso do advogado Atticus Finch. Após se destacar como coadjuvante em "Bullitt", "Bravura Indômita" e "M*A*S*H", seguindo extensa carreira na televisão,........
