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Não é só a CazéTV: YouTube já sustenta negócio de R$ 20 milhões

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10.07.2026

Não é só a CazéTV: YouTube já sustenta negócio de R$ 20 milhões

Há quase dez anos, Marcelo Spinassé navegava pelo YouTube quando se deparou com inúmeros uploads piratas de filmes cujos direitos pertenciam à Encripta, empresa brasileira da qual é CEO. Durante o processo para tirar aqueles canais do ar, o executivo percebeu que havia uma oportunidade por trás dos bilhões de visualizações ilegais.

"Eu comecei a ver o volume de conteúdo e a audiência que aqueles vídeos tinham, fiz a conta e pensei: 'Tem um negócio aqui'", relembra Spinassé.

Hoje, aquela percepção se transformou em uma operação milionária: a Encripta alcança 77,2 milhões de usuários únicos por mês com longas-metragens, séries e novelas disponibilizados gratuitamente no serviço de vídeos do Google. Nos últimos doze meses, a iniciativa faturou R$ 20 milhões — cerca de 30% da receita da companhia. A expectativa é fechar 2026 com R$ 30 milhões.

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O projeto começou a sair do papel em 2018, com o próprio Spinassé subindo os primeiros títulos. "No começo, era tudo muito simples. A ideia era pegar filmes com janela mais antiga e colocar no YouTube. Com o tempo a gente começou a entender o que realmente funcionava dentro da plataforma", relembra.

Atualmente, a Encripta conta com mais de 60 canais, com marcas como NetMovies, Booh!, Video Flix, Cine Animado, Sala do Medo e Tela Nacional. Hoje, explica o executivo, a empresa já licencia filmes especificamente para esse modelo, além de investir em dublagem e legendagem em português e espanhol.

"O que funciona mesmo é filme para o público adulto: ação, terror, romance, comédia romântica. Esses gêneros performam muito bem", revela. "Documentário, por outro lado, tem audiência muito baixa. Conteúdo infantil também, salvo algumas animações."

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