Franquia Homem-Aranha chega a US$ 10 bi e desafia a fadiga de super-heróis
Homem-Aranha chega a US$ 10 bi no cinema e desafia a fadiga de super-heróis
A segunda maior estreia da história do cinema mundial, atrás apenas de "Vingadores: Ultimato" — alcançando US$ 1 bilhão (R$ 5,14 bi) em bilheteria em poucos dias. No Brasil, o maior lançamento de todos os tempos. Foi isso que "Homem-Aranha: Um Novo Dia" conquistou na última semana.
Acontece que essa é apenas a ponta do iceberg.
Os dez longas-metragens do herói aracnídeo lançados nos cinemas desde 2002 acabam de ultrapassar US$ 10 bilhões (R$ 51,4 bi, na cotação atual) em faturamento, sem considerar a inflação. O número também não contabiliza as receitas geradas em outras janelas de exploração, como o streaming.
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E não é só na telona. Até 2024, os três games desenvolvidos pela Insomniac e publicados pela Sony venderam mais de 50 milhões de cópias. Só em produtos licenciados, estimativas do mercado apontavam que o personagem movimentava cerca de US$ 1,3 bilhão por ano ainda em 2013 — a Disney nunca mais abriu números individuais depois de incorporar a Marvel.
Resumindo: uma verdadeira máquina de imprimir dinheiro.
Mas o que explica um sucesso tão grande para um único super-herói? E, melhor ainda, sem a tal "fadiga" que, uma hora ou outra, afeta outras franquias do gênero?
Trata-se da tempestade perfeita, em que um herói de concepção quase impecável, visão de negócios e um pouco de acaso se juntam.
Tropeçando na grande ideia
Para começar, o Cabeça-de-Teia é um daqueles "acidentes" que viram tendência.
Até o começo dos anos 1960, as histórias em quadrinhos eram povoadas por super-heróis poderosos, quase deuses ou donos de uma confiança inabalável, como Superman, Batman e Mulher-Maravilha. A então pequena Marvel Comics buscou romper esse paradigma ao apresentar personagens com falhas, mais próximos de nós. O exemplo clássico — e o ponto de partida desse movimento — foi o Quarteto Fantástico.
Buscando ocupar espaço em uma revista que seria cancelada de qualquer forma — a edição 15 de Amazing Fantasy, de junho de 1962 —, o roteirista Stan Lee e o artista Steve Ditko resolveram experimentar. Eles criaram um herói com poderes inspirados em uma aranha. Que tinha "Man" no nome, mas, na realidade, era um garoto de 15 anos. Amado por muitos, odiado por outros. Alguém que precisava se preocupar com a escola, os........
