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'Recall' no free flow: após 60 dias, governo não conhece efeitos da mudança

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'Recall' no free flow: após 60 dias, governo não conhece efeitos da mudança

O pedágio sem cancelas deveria simbolizar a modernização das rodovias brasileiras. Em vez de parar em uma praça física, o motorista passaria por um pórtico eletrônico e pagaria apenas pelo trecho percorrido. A promessa era de viagens mais rápidas, menos congestionamentos e uma cobrança mais justa.

Três anos depois do início da implantação, porém, o governo federal foi obrigado a promover uma espécie de "recall" regulatório do sistema. Depois de uma onda de reclamações e da suspensão de 3,4 milhões de multas aplicadas a motoristas que deixaram de pagar tarifas do free flow, o Ministério dos Transportes mudou regras, ampliou prazos e prometeu criar uma plataforma única para consulta dos débitos.

Quase dois meses após o anúncio do pacote, entretanto, a principal pergunta continua sem resposta: as medidas funcionaram?

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Questionada pelo UOL Carros, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) informou que não possui dados consolidados sobre quantos usuários regularizaram os débitos nem sobre os valores recuperados após a suspensão das multas. O órgão também afirmou que a integração entre as concessionárias e os sistemas federais ainda está em implementação.

A resposta contrasta com o discurso adotado pelo governo em abril. Ao anunciar as mudanças, o Ministério dos Transportes afirmou que o pacote corrigia falhas identificadas na implantação do modelo, tornava a transição "mais justa e transparente" e resolveria um dos principais problemas enfrentados pelos usuários: a dificuldade para localizar débitos espalhados entre diferentes concessionárias.

O modelo não é uma invenção brasileira. Países como Portugal, Noruega, Chile e Itália utilizam sistemas semelhantes há anos. Em........

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