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Dinheiro de Beto Louco na Reag foi parar em título podre do Master

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21.01.2026

Os sócios da Áster e da Copape, empresas investigadas na operação Carbono Oculto por sonegação de impostos e organização criminosa, adquiriram cerca de R$ 700 milhões em carteiras de consignado público do Banco Master, apurou a coluna.

A operação foi feita por meio de fundos criados, estruturados e geridos pela Reag.

A compra das carteiras foi realizada no segundo semestre de 2024, quando Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme, conhecidos como Primo e Beto Louco, se desentenderam com o fundador da Reag, João Carlos Mansur, e resolveram migrar os investimentos para outras gestoras.

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As carteiras de consignado adquiridas pela Reag foram reunidas em um único fundo, o Sinai. Mas quando ele estava sendo transferido para a Genial, identificou-se que cerca de R$ 100 milhões da carteira de crédito originada pelo Master eram fraudulentos, obrigando Mansur a buscar outros ativos para compensar os clientes.

Primo e Beto Louco eram clientes da Reag desde 2017. Sem acesso a instituições bancárias com padrões mais elevados de compliance para prevenção à lavagem de dinheiro, eles confiaram a Mansur a gestão de cerca de R$ 1,8 bilhão.

A operação Carbono Oculto foi deflagrada em agosto de 2025, mas já havia suspeitas de que o negócio da Copape e Áster, assim como o da Refit, de Ricardo Magro, alvo da operação Poço de Lobato, se sustentava com o não recolhimento de ICMS.

Na época da deflagração da Carbono Oculto, a Secretaria da Fazenda de São Paulo entrou com uma medida cautelar fiscal para o bloqueio de R$ 7,6 bilhões devidos de ICMS, incluindo juros e multa, pelo grupo Áster/Copape.

Já a Reag teve a liquidação decretada pelo Banco Central na semana passada e é investigada tanto na Carbono Oculto quanto na Compliance Zero, que apura fraudes ligadas ao Master.

Na Reag, Primo e Beto Louco tinham seus investimentos concentrados em créditos privados (recebíveis de empresas) e consignados públicos de estados e municípios. Mas o........

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