Ataque ao voto das mulheres revela que nenhum direito está garantido
Ataque ao voto das mulheres revela que nenhum direito está garantido
Se alguém dissesse, há poucos anos, que em pleno século 21 teríamos de gastar tempo, energia e tutano para explicar por que mulheres devem ter o direito básico de votar, muita gente daria risada e diria que se trata de coisa de quem vive em Nárnia. A questão é que vivemos um delírio coletivo, e as eleições deveriam ser usadas como uma grande sessão de terapia.
Reportagem da BBC Brasil escancarou uma rede barulhenta e articulada de influenciadores digitais e lideranças de extrema direita empenhadas em demonizar o sufrágio feminino.
Entre podcasts de nichos da chamada "machosfera", discursos de submissão disfarçados de bons costumes e manifestos políticos que flertam com o chamado "voto familiar" (ou seja, o homem decidindo pela família), o absurdo ganha tração e milhares de curtidas no Brasil — espelhando um fenômeno que já arrebanha hordas conservadoras nos Estados Unidos. Muitos usam a eleição deste ano para defender que mulheres votam mal ou errado, e que isso deveria ser revisto, cortando o acesso delas à urna.
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