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Ação de bloco latino aliado de Trump desafia Lula no embate sobre facções

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23.09.2026

Ação de bloco latino aliado de Trump desafia Lula no embate sobre facções

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou a Assembleia Geral das Nações Unidas para reunir os aliados latino-americanos de seu governo no chamado Escudo das Américas, lançado em março deste ano. Ele conseguiu que pelo menos 14 de seus 19 membros passem a classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), além de outros 22 cartéis, como grupos terroristas. Para a Casa Branca, trata-se de uma importante vitória, que deixa o Brasil de Lula em uma posição diferenciada e incômoda.

O que Trump conseguiu ontem em Nova York foi que esses países, querendo ou não, se envolvessem em uma controvérsia sobre a política de segurança pública brasileira em plena campanha eleitoral. A campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) é a favor da incorporação do Brasil ao escudo trumpista e defendeu a classificação do PCC e do CV como grupos terroristas por parte do Departamento de Estado americano — anunciada dias após a visita de Lula à Casa Branca em 7 de maio.

Já o governo Lula se opôs e defende, como expressou o próprio presidente em seu discurso na ONU, a autonomia e a soberania em matéria de segurança pública. "Estamos preparados para enfrentar as organizações criminosas que aterrorizam nossas comunidades. Mas não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras e de garantir à população o direito de viver sem medo", disse Lula na ONU. E acrescentou: "Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime".

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