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Depois do Mercado Livre, ação do Nubank também apanha no pregão de NY

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27.02.2026

Depois do Mercado Livre, ação do Nubank também apanha no pregão de NY

Um dia depois da controladora do Mercado Livre, foi a vez das ações da Nu Holdings, dona do Nubank, apanharem no pregão da Bolsa de Nova York: queda de 9,4%, negociadas a US$ 15,08 no fechamento, após o fechamento da véspera a US$ 16,65.

O recuo veio acompanhado de forte giro: o volume negociado se aproximou de 130 milhões de ações, quase o triplo da média dos últimos 60 dias, sinal de pressão vendedora e reposicionamento rápido de investidores.

Na véspera, o Nubank reportou um lucro líquido de US$ 895 milhões no quarto trimestre, 62% maior do que no ano anterior, 14% maior do que no trimestre anterior, acima do esperado pela média dos analistas.

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Se foi tão bom, por que caiu tanto?

Por baixo do número do lucro líquido, os investidores decidiram enfatizar o lucro antes de impostos (EBT, na sigla em inglês), que veio 10% abaixo do esperado, de acordo com as análises que circularam durante o dia.

A diferença ficou explícita no lucro antes de impostos, porque houve efeito não recorrente na linha tributária. Eliminada a distorção, um relatório do Bank of America notou que o Nubank aumentou despesas operacionais e provisões para lidar com potenciais calotes maiores. Os gastos maiores e provisões foram o provável gatilho da pressão vendedora.

A direção do banco afirmou na conferência com analistas, que 2026 será um "ano de inflexão". Isso significa que os gastos com IA vão continuar importantes, vão investir no México, onde querem usar a licença de banco recém-adquirida, e em crédito consignado privado no Brasil, que tem margens mais apertadas no início.

Em um relatório publicado hoje à tarde, o BTG Pactual afirmou que "a alíquota efetiva de impostos foi menor do que o esperado - refletindo maiores benefícios fiscais no trimestre ("Lei do Bem", devido a maiores investimentos em tecnologia, e a reavaliação do DTA [sigla para crédito tributário]) - o que ajudou a gerar surpresa positiva no lucro líquido".Os analistas do banco compararam os balanços do Nubank com o do Mercado Livre, cuja ação também caiu tombou na véspera. De acordo com a análise, a dona do Mercado Livre também está gastando mais para crescer, sacrificando lucro de curto prazo por participação de mercado no longo prazo. A coluna abordou o balanço da companhia aqui e o peso do Brasil no resultado, que detonou a queda de 14% da ação no pregão de ontem. Leia aqui.

Na avaliação do BTG, o Nubank está entre a escolha de ser ou uma empresa de crescimento lento e lucro certo, ou continua investindo. O balanço divulgado na véspera pendeu para a segunda opção.

E, para fechar o dia com a ironia, o Mercado Pago (braço financeiro do Mercado Livre) resolveu lançar mais uma campanha publicitária provocando o Nubank. Desta vez, a estrela é a ex-BBB Maxiane, que diz ter aprendido que sua cor é o amarelo, não o roxo. No ano passado, foi a cantora Anitta que virou garota-propaganda do Mercado Pago, depois de deixar o Nubank.

O timing agora é um daqueles mistérios que só os publicitários entendem: no mesmo dia que a turma do marketing lança farpas nas redes sociais e nos intervalos de televisão, os times de finanças das duas empresas estavam, simultaneamente, vendo bilhões de dólares em valor de mercado evaporarem.

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É a ditadura do quarter para as cias abertas. Aliás, muitos CEOs sacrificam o longo prazo para garantir bônus polpudos. Por que vão garantir bônus no futuro se pode ser de outro CEO?

Carlos Henrique de Figueiredo

Depois que o Nubank pediu na B3 para baixar o nível de compliance de A para C .... paira sobre seus balancetes e suas informações uma grande sombra. Sombra que leva investidores a ter o pé atrás com investimentos realizados por um banco digital, i e, com custos muito baixos perante os bancos tradicionais. 

Arthur Eduardo Freitas Heinrich

Duas empresas se dando mal porque aumentaram despesas. E Lula paz e amor, com déficit nominal de mais de R$ 1 trilhão por ano, porque gasta muito além do que arrecada. Mas, tudo bem. Para ele e os seus eleitores está tudo bem.

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