Por um código de ética, só de sacanagem
Professor de direito constitucional da USP, é doutor em direito e ciência política e membro do Observatório Pesquisa, Ciência e Liberdade - SBPC
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Se fosse ministro do centrão supremocrático, eu adotava logo esse código de ética. Sugeriria à advocacia publicar livro em nossa homenagem: "Os Pais Fundadores da Ética no Supremo Tribunal Federal". Faríamos lançamento na biblioteca do STF, daríamos autógrafo e sairíamos de lá cantando: "Se o penhor dessa integridade, conseguimos conquistar com braço forte. Ó corte amada, idolatrada, salve, salve". Entoaríamos o hino toda quarta-feira no plenário. Criaríamos a fumaça do juiz ético.
Se fosse ministro do centrão supremocrático, ficaria mais discreto por uns meses. Faltaria aos fóruns de arranjinho em 2026. Deixaria Lisboa, Madri, Londres e Sardenha para 2027. Faria quarentena de encontros corporativos e da advocacia lobista. E me dedicaria a uma jurisprudência com interpretações do código que logo nos permitissem voltar à libertinagem. Uma........
