Direito de pernada sobre a cultura
Rita Rato, licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, foi deputada do PCP à Assembleia da República. Tinha apenas 26 anos em 2009, mas nada a distinguia dos velhos estalinistas. Confessaria em entrevista acerca do Gulag: «Não sou capaz de responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso». Questionada ainda sobre a política contemporânea chinesa, os atropelos aos direitos humanos e os presos políticos, alegou não conhecer essa realidade.
Tudo isto, que passaria despercebido porque condescendemos com o negacionismo do PCP, viria a ser recordado em 2020, quando foi nomeada diretora do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade. Rui Tavares, insuspeito politicamente e um historiador respeitado, resumia nas páginas do Público as objeções que outros tinham levantado e lhes valera a habitual acusação de anticomunismo: «É claro que se pode ser uma pessoa que negue ou minimize a realidade histórica do Gulag. Ou pode ser uma diretora do Museu do Aljube que dignifique a........
