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A direita envergonhada

25 10
05.02.2026

O que têm em comum Paulo Portas, Assunção Cristas e Rodrigues dos Santos?

Foram os anteriores líderes do CDS, os três conduziram aquele partido à sua máxima insignificância e todos eles vieram bradar aos sete ventos o seu voto no candidato socialista!

Portas tomou o CDS de assalto recorrendo, precisamente, aos mesmos métodos daqueles que foram utilizados, muitos anos depois, por Costa para derrubar Seguro.

Portas não teve pejo nenhum em apunhalar pelas costas o até então seu amigo Manuel Monteiro, transformando a direcção do partido num ninho de víboras, no qual imperavam as intrigas mesquinhas e as vaidades pessoais.

Colocou o CDS no arco do poder e aproximou-o das teses mais liberais, abandonando as causas e a matriz cristã que o diferenciavam dos restantes partidos do sistema e dos interesses instalados, provocando, por essa via, um progressivamente afastamento das suas bases de apoio.

Assunção Cristas deixou-se cair em simpatias pela comunidade LGBT, advogando algumas das suas cruzadas, como o casamento homossexual e a adopção de crianças por casais homossexuais, ideias de sinal diametralmente opostas às preconizadas pela doutrina social da Igreja que esteve na génese do partido, insensatez que conduziu à debandada de uma parte dos seus militantes.

Rodrigues dos Santos, o Xicão, que chegou à liderança do CDS com o suporte da ala mais conservadora, criando expectativas que se vieram a revelar enganadoras, não conseguiu libertar-se da sua imaturidade e enveredou por um erro crasso ao identificar o Chega como o principal adversário, ao invés de procurar recuperar as bandeiras mais significativas que os seus antecessores deixaram cair e que encontraram abrigo naquele partido.

Consequência destas desastrosas lideranças foi o desaparecimento parlamentar do CDS, que........

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