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Só mais uma oportunidade

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20.02.2026

A dimensão dos estragos causados pela sucessão de tempestades e pelas cheias das últimas semanas veio pôr a nu todas as fragilidades de um país pobre. Não há planeamento, não há ordenamento, não há fiscalização, não há manutenção, não há preparação, não há capacidade de reação imediata, não há nada. Pobre país, pobre de podre por dentro, à vista de toda a gente ou mesmo que alindado por fora.

Pode lá admitir-se que haja gente, aos milhares, sem luz ou água durante três longuíssimas semanas? Ou que a principal e mais utilizada autoestrada do país, a que liga as duas principais cidades e áreas metropolitanas sofra uma derrocada daquelas? Caramba, como não escoraram aquele troço da A1 como o fizeram há meia dúzia de anos, aquando da última rutura nos diques do Mondego? E como é possível deixar chegar a Cerca de Santo Agostinho ao ponto de colapsar? Ou voltar a ver submerso o Mosteiro de Santa Clara a Velha depois de tanto investimento em obras para a edificação de uma cortina de contenção das águas do rio, que, está visto, não garante a........

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