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Obrigado a governar

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13.02.2026

O  Povo é sábio a votar. Não há dúvida. Faz até uma certa espécie como é que, feito o escrutínio e apurados os votos de regiões tão díspares como Algarve e Trás-os-Montes ou Minho e Alentejo, Madeira e Açores e Beiras, tudo somado acaba sempre com um resultado que, nas circunstâncias do momento, atesta que o eleitorado sabe mesmo o que está a fazer quando vai às urnas. E vai às urnas. Mesmo quando no meio de tempestades nunca vistas, vai às urnas. Mesmo que seja para votar em branco, vai às urnas.

Não vale a pena lançar anátemas sobre  quem vota neste ou naquele ou dizer que a democracia está em risco quando a maioria vira à esquerda ou à direita – e não, não há só um extremo no espectro político-partidário, nem a esquerda é só esquerda e a direita só extrema-direita. A democracia é o respeito pelo voto do povo e o respeito pela maioria e o respeito pelas minorias. O contrário, sim, é antidemocrático.

Por isso, quem diz que neste último domingo ganhou a democracia não está errado, está só a constatar uma inevitabilidade: ganhava sempre, fosse qual fosse a vontade expressa pelo povo. O resto são lérias de quem não sabe, democraticamente, respeitar o voto de quem pensa diferente.

Se assim não fosse, e vivessemos um risco real para o estado de direito democrático ou para a democracia,........

© SOL