Uma lição para os conservadores
A derrota de Viktor Orbán nas eleições de domingo tem várias ramificações. Dadas as credenciais de Péter Magyar, a agenda de política interna não sofrerá alterações de maior grau, ainda que as dinâmicas do funcionamento do Estado possam ser alvo de reestruturação. Já a política externa sentirá um impacto maior. Mas, e numa tentativa de evitar o risco de saturação (a cobertura mediática sobre estes aspetos tem sido extensa), nem só as ramificações importam ao analisar a derrota de Orbán. É também uma questão de raízes, de filosofia política.
Orbán montou um regime – em democracia, é certo – iliberal (ou pós-liberal). Poderá parecer um oxímoro, mas a Hungria mostrou que é uma fórmula de poder que pode ser viável. Afinal, o Fidesz manteve-se no poder 16 anos através de eleições e, nas últimas legislativas que serviram como teste do algodão, abandonou-o tranquilamente. Com base nisto, é difícil de........
