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O Matuto e a Ingrid, o Joseph, a Kristin, o Leonardo e a Marta

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10.02.2026

O Matuto, com a chegada do Inverno, dá em cismar. Os antigos diziam: “está a pensar na morte da bezerra”. O provérbio, ao que consta, vem de uma história judaica: um rei sacrificou uma bezerra querida do filho como redenção pelos pecados. O rapaz nunca mais se recompôs e viveu a remoer a tragédia até morrer de tristeza. O Matuto não vai tão longe — mas reconhece que o frio, quando entra pelos ossos, abre sempre a porta a uma certa melancolia. E, com ela, chegam os devaneios. E também algumas baboseiras modernas.

A mais habitual é dizer que o aquecimento global causa danos irreparáveis à natureza e que Portugal caminha a passos largos para se tornar num Saara com sardinhas. Na imaginação destes apocalípticos, em breve teremos camelos a pastar na Avenida da Liberdade e relatórios científicos a explicar que a culpa é nossa por termos respirado em excesso. O Matuto escuta, acena........

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