Estamos a perdê-los
No fim-de-semana, enquanto almoçava fora, reparei numa mesa ocupada apenas por duas crianças. No lugar do prato, tinham um telemóvel para onde olhavam fixamente, totalmente absorvidas. A certa altura, apareceram os pais e pediram a uma delas que fosse lá fora tirar uma fotografia. Ela foi, a contragosto. O pai pediu-lhe que guardasse o telemóvel, mas ela resistiu. Até que o pai lhe tirou o telemóvel da mão, guardou-o no bolso, ela fez a pose que o pai pediu, tiraram a fotografia e imediatamente a seguir foi buscar o telemóvel ao bolso do pai, regressando de imediato, absorta, ao mesmo lugar. Aquela cena impressionou-me. Não pelo uso do telemóvel, mas pela intensidade da ligação que parecia existir entre ambos. Era como se aquele aparelho fosse o oxigénio de que necessitava para respirar e os poucos segundos da fotografia tivessem........
