Portugal em Sigmaringen
A mais longa viagem que fiz na Floresta Negra foi há uma década e o caminho literário, sempre atrás dos meus autores, teve como principais paragens Todtnauberg, Meßkirch, Sigmaringen e Wilflingen. Como o foco estava em Heidegger e Jünger, a passagem por Sigmaringen foi breve, mas marcou a certeza de um regresso.
Queria conhecer o percurso de Céline, que aqui esteve no período em que a cidade foi a capital da França exilada no final da Segunda Guerra Mundial, na agonia do Governo de Vichy, e que o genial escritor francês narrou no inesquecível De Castelo em Castelo, publicado em 1957.
É irónico notar que Claudio Magris, no seu Danúbio, se centra em Céline no capítulo dedicado a Sigmaringen e na «tragicómica esquizofrenia da História» que ele ali viveu. Magris, que no capítulo anterior denunciara «a desgraça fascista de Heidegger», continua neste o seu catecismo ideológico, escrevendo que........
