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Não há amor como o primeiro

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monday

O timing é por vezes ingrato. No diário Público do passado dia 17 de outubro, José Gil, que merece a nossa admiração como um dos mais importantes pensadores com intervenção pública no país, alertava contra a liquidação criminosa em curso das liberdades por parte do neoliberalismo. 

Para além de uma referência isolada aos gulags, que aparece no seu artigo como um ponto do avesso perdido num tecido de padrão e cor muito diferentes, defende José Gil que a violência em política pertence à constituição ontológica da extrema-direita e só da extrema-direita. A mais ninguém. Toda a violência com outra orientação política não é mais do que o despertar de uma ‘energia adormecida’ nos ‘corpos atingidos’ pela violência única da extrema-direita. 

José Gil, com provas dadas como filósofo de primeira água, em política pretende apenas conhecer os dois lados de uma alternativa: de um lado a ‘tolerância’, a ‘argumentação’, o ‘diálogo’ e o ‘respeito’ pelos adversários; do outro, a violência da extrema-direita, exemplificada, entre........

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