Haverá solução para o SNS?
Nada ultrapassa a voracidade mediática sobre o SNS. Nem as guerras da Ucrânia e do Golfo, nem a triste figura da nossa Seleção, nem a falta de água em Almada, nem o barracão, algures, onde repousam as provas escolares. Quando não são factos presentes, como mais uma tardia chegada de ambulância a que se associa um óbito, serão factos futuros e incertos, como os riscos da falta de médicos e enfermeiros nas férias de verão. O SNS é a vítima preferida, toca em todos.
É inegável o efeito depressor destas acusações, em pessimismos e interpretações para todos os gostos: os ideólogos do neoliberalismo sentem-se cheios de razão, sempre preferiram a saúde prestada por privados, convencionados, paga pela segurança social, aos sistemas universais, pagos por impostos; os ideólogos do coletivismo agarram-se à última lei de bases, preferindo uma saúde totalmente paga e prestada pelo Estado; os mais astutos não querem o desaparecimento do SNS para que os privados, generosamente desregulados, possam predá-lo na sua incompetência administrativa, sabendo que os casos de doença difícil e........
