Quando a IA entra na decisão, o que muda é a liderança
Durante décadas, liderar significou decidir com melhor informação do que os outros. Hoje, isso deixou de ser suficiente. A inteligência artificial democratizou o acesso à informação, acelerou a análise e reduziu drasticamente o tempo entre dados e recomendação. O que está a mudar não é apenas a forma como decidimos. É o que significa, afinal, decidir. A velocidade da adoção ajuda a perceber porquê. Segundo o AI Index Report 2025, da Stanford University, a utilização de IA generativa nas organizações passou de 33% para 71% num só ano. A tecnologia entrou definitivamente na gestão. O desafio, agora, já não é adotá-la. É saber liderar com ela. É evitar que a sua rapidez reduza a qualidade do nosso pensamento.
É aqui que a exigência da liderança se redefine. Se antes o desafio estava em obter melhores respostas, hoje está em formular melhores perguntas. Porque, num contexto em que a IA produz respostas plausíveis em segundos, o risco já não é a falta de informação. É o excesso de confiança na primeira resposta disponível. É a ilusão de rigor. É a substituição silenciosa do pensamento crítico por conveniência cognitiva. Os sinais são visíveis. Num estudo global de 2025 da University of Melbourne com a KPMG,........
