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Os territórios inteligentes conhecem as pessoas. E decidem melhor

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19.10.2026

Mais de 66 mil passageiros transportados em cinco anos. Uma rede de 120 táxis, presente nos 14 municípios de Viseu Dão Lafões. Em julho deste ano, 3.297 passageiros transportados, o valor mensal mais elevado desde a criação do serviço. Estes são alguns dos números do IR e VIR, um projeto de transporte público flexível e a pedido que nasceu para responder a um problema muito concreto: assegurar mobilidade às populações de localidades remotas, onde a oferta de transportes públicos é mais reduzida ou inexistente.

Mas estes números dizem-nos muito mais do que aquilo que o IR e VIR já conseguiu fazer. Representam também uma extraordinária fonte de conhecimento sobre o território, sobre os hábitos e as necessidades das populações e, sobretudo, sobre aquilo que podemos fazer melhor para mitigar as suas assimetrias e contribuir para o seu desenvolvimento equilibrado.

É precisamente aqui que começa a verdadeira inteligência territorial.

Durante demasiado tempo, a gestão dos territórios assentou em modelos de decisão condicionados por informação dispersa, indicadores insuficientes e, inevitavelmente, perceções políticas ou institucionais sobre aquilo que seriam as necessidades das populações. Ora, a realidade nem sempre corresponde à perceção. E uma boa política pública não deve depender da capacidade de alguém interpretar o que as pessoas precisam, quando podemos dispor de informação concreta, rigorosa e permanentemente atualizada sobre essa realidade.

Regressemos ao IR e VIR. O conhecimento acumulado sobre as viagens realizadas, os horários de maior........

© Sapo