Os territórios inteligentes conhecem as pessoas. E decidem melhor
Mais de 66 mil passageiros transportados em cinco anos. Uma rede de 120 táxis, presente nos 14 municípios de Viseu Dão Lafões. Em julho deste ano, 3.297 passageiros transportados, o valor mensal mais elevado desde a criação do serviço. Estes são alguns dos números do IR e VIR, um projeto de transporte público flexível e a pedido que nasceu para responder a um problema muito concreto: assegurar mobilidade às populações de localidades remotas, onde a oferta de transportes públicos é mais reduzida ou inexistente.
Mas estes números dizem-nos muito mais do que aquilo que o IR e VIR já conseguiu fazer. Representam também uma extraordinária fonte de conhecimento sobre o território, sobre os hábitos e as necessidades das populações e, sobretudo, sobre aquilo que podemos fazer melhor para mitigar as suas assimetrias e contribuir para o seu desenvolvimento equilibrado.
É precisamente aqui que começa a verdadeira inteligência territorial.
Durante demasiado tempo, a gestão dos territórios assentou em modelos de decisão condicionados por informação dispersa, indicadores insuficientes e, inevitavelmente, perceções políticas ou institucionais sobre aquilo que seriam as necessidades das populações. Ora, a realidade nem sempre corresponde à perceção. E uma boa política pública não deve depender da capacidade de alguém interpretar o que as pessoas precisam, quando podemos dispor de informação concreta, rigorosa e permanentemente atualizada sobre essa realidade.
Regressemos ao IR e VIR. O conhecimento acumulado sobre as viagens realizadas, os horários de maior........
