Loucura em Las Vegas. Quatro combates que explicam porque o WrestleMania é melhor do que o Superbowl
Falta uma semana para a WrestleMania 42, que este ano volta a Las Vegas, e com isso regressa tudo aquilo que torna este evento diferente de qualquer outro: a sensação de que estamos prestes a assistir a momentos que não são apenas combates – são capítulos da história do wrestling.
No ano passado, ao longo desta caminhada, focámos expectativas, decisões, erros e acertos. Neste ano, começo de forma diferente. Mais simples. Mais direta.
Se tivesse de explicar a alguém que nunca teve acesso a este mundo espetacular do wrestling, o que é a WrestleMania, poderia mostrar dezenas de combates, mas para mim estes quatro servem na perfeição para simbolizar o choque absoluto, a despedida de uma lenda, o culminar de uma história que demorou anos a ser contada e o choque de eras que transformou o combate em algo intemporal.
São quatro combates diferentes. Quatro histórias distintas. Mas todas têm algo em comum: mostram porque é que a WrestleMania não é apenas wrestling.
1. Roman Reigns vs. Cody Rhodes no WrestleMania 40
Há dias fui convidado no podcast de wrestling “20 Years in the Making” e perguntaram-me qual seria a luta que mostraria a quem não fosse fã de wrestling; e foi precisamente este combate que mencionei. Para mim, é o exemplo perfeito do que é o wrestling moderno quando tudo funciona bem.
Não era apenas um combate pelo título. Era o fim de uma história que acompanhámos durante anos. Cody Rhodes não estava apenas a lutar por um cinto – estava a tentar terminar algo que começou muito antes de ele sequer voltar à WWE. Estava a mostrar que um Rhodes conseguia ser a figura principal do wrestling (algo que a sua família, apesar de famosa na indústria, não tinha sido capaz de fazer).
Isso sentiu-se desde o início. Mas foi apenas nos últimos minutos que o combate se transformou em algo verdadeiramente especial.
Com a estipulação especial Bloodline Rules (combate sem regras, onde tudo vale, prerrogativa de que a família de Roman Reigns usou e abusou para poder interferir à vontade), tudo começava a descambar – no melhor sentido possível, pois, ao contrário de outras vezes, aqui cada interferência tinha um propósito; cada entrada acrescentava algo à história, principalmente na edição dos 40 anos........
