Tempestades na Economia Phygital
Durante décadas, tratámos as tempestades como meros episódios meteorológicos. Hoje, essa leitura é insuficiente — e economicamente errada.
Os eventos climáticos extremos deixaram de ser exceções. São mais frequentes, mais intensos e, sobretudo, mais disruptivos. Uma tempestade já não termina quando o vento acalma — é aí que começa o verdadeiro impacto económico.
Esse impacto manifesta-se em vários níveis. Em primeiro lugar, surgem os efeitos diretos: destruição de infraestruturas, danos em habitações e ativos empresariais, perdas na agricultura e interrupções imediatas na produção. Seguem-se os impactos indiretos, menos visíveis mas igualmente relevantes: perturbações nas cadeias de abastecimento, aumento de preços de alimentos e energia, redução da atividade económica e impactos no emprego e rendimento. Estes efeitos acumulam-se e traduzem-se, inevitavelmente, em consequências macroeconómicas: menor crescimento do PIB, pressões inflacionárias,........
