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O Saci nos une, Sacchetta! Nossas utopias também

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15.05.2026

Em junho de 2003, no lançamento de livro de Emir Sader na Livraria Cultura, Vladimir Sacchetta e Márcia Camargos, filiados à ANCS, encontraram‑se com o autor da matéria.

Insatisfeitos com a “criação de sacis em gaiolas” promovida pela ANCS, sugeriram fundar uma entidade que estudasse e defendesse a cultura popular com o Saci como símbolo.

Essa proposta originou a Sosaci – Sociedade dos Observadores de Saci, criada para observar sacis em vez de aprisioná‑los.

Em julho, o grupo se reuniu no bar Sol Nascente, em São Luiz do Paraitinga, com participantes de São Paulo, Taubaté e Campinas (violeiro Ivan Vilela).

Era uma noite fria de junho de 2003, quando me encontrei com o Vladimir Sacchetta e sua então companheira Márcia Camargos no lançamento de um livro de Emir Sader, na Livraria Cultura. A gente entrou num assunto que era recorrente entre nós, na época: o Saci. Ele e a Márcia eram filiados à ANCS – Associação Nacional dos Criadores de Saci, e eu não.

Por que eu não me filiava à ANCS? Expliquei: nunca tive um animal qualquer preso, e não gostava disso. Nenhum passarinho… e a “brincadeira” da ANCS incluía a criação de sacis em gaiolas. Além disso, durante a ditadura eu militei pela libertação dos presos políticos que viviam “engaiolados” em presídios. Ele e a Márcia também se incomodavam com isso de criar sacis em gaiolas e sugeriram: “E se a gente criasse uma organização de estudo e defesa da nossa cultura popular tendo o Saci como personagem central, mas sem ser preso?”. A Márcia concluiu: “Como tem observadores de pássaros, a gente só observaria sacis”.

Aí nasceu a ideia da Sosaci – Sociedade dos Observadores de Saci. Mas eu tinha um porém: “Em São Paulo? Não tem sentido. Deve ter sede um lugar de cultura caipira”. Onde poderia ser? Sugeri São Luiz do Paraitinga, perguntaram se eu conhecia gente lá, e brinquei: “Todo mundo”. Claro que não conhecia todo mundo, mas tinha (e tenho) vários amigos na cidade. Assim, num sábado de julho, um frio lascado típico da cidade, nos reunimos num bar e restaurante luizense, o Sol Nascente, um pequeno grupo com pessoas de São Paulo, São Luiz do Paraitinga, Taubaté e um outro “dissidente” da ANCS residente em........

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