Entre o conflito e a oportunidade: o ensaio de uma terceira via em 2026
Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou publicamente a atuação “expansiva” do Supremo Tribunal Federal em decisões de forte impacto político.
O ministro Gilmar Mendes rebateu, defendendo a atuação do STF como necessária à preservação da ordem democrática.
O debate ocorre no cenário de polarização entre a coalizão progressista de Lula e a extrema‑direita representada por Flávio Bolsonaro.
O episódio, que ganhou repercussão nacional, indica a estratégia de Zema de tensionar o Judiciário e mobilizar setores da sociedade insatisfeitos.
A campanha eleitoral de 2026 ainda não começou oficialmente. Mas, na prática, ela já ensaia seus primeiros movimentos — e, como costuma ocorrer na política brasileira, não a partir de programas ou propostas, mas de conflitos.
O episódio que catalisou esse movimento girou em torno de críticas públicas feitas por Romeu Zema ao papel desempenhado pelo Supremo Tribunal Federal nos últimos anos. Zema questionou o que classificou como uma atuação expansiva da Corte — especialmente em decisões com forte impacto político — sugerindo que o tribunal teria ultrapassado os limites tradicionais de sua função.
A reação veio de forma direta. Gilmar Mendes rebateu as declarações, defendendo a atuação do Supremo como necessária à preservação da ordem democrática e criticando o que considerou uma leitura simplificadora — ou oportunista — do papel institucional do tribunal. O debate, portanto, não foi técnico no sentido estrito: foi político em sua essência, porque tratou de poder, limites institucionais e legitimidade.
O embate que, à primeira vista, pareceu episódico, examinado com atenção, revela deslocamentos mais profundos. Não se trata apenas de uma divergência institucional. Trata-se da entrada em cena de um discurso — e,........
