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EUA podem forjar delação contra líderes de esquerda da América Latina

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31.07.2026

Donald Trump pode usar delatores venezuelanos contra líderes de esquerda da América Latina.

Nicolás Maduro foi sequestrado em 3 de janeiro e está preso em Nova York junto à primeira‑dama Cilia Flores.

Em 16 de janeiro, o diretor da CIA, John Ratcliffe, tornou‑se a primeira autoridade de alto escalão do governo Trump a chegar a Caracas.

O presidente Donald Trump, que controla diretamente o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, pode usar ex-dirigentes da Venezuela para forjar delação contra líderes de esquerda da América Latina.

Esta possibilidade cresceu desde que o empresário Alex Saab foi preso em Caracas e deportado para os Estados Unidos no início de 2026, numa reversão histórica bancada pela presidenta em exercício Delcy Rodríguez.

Saab foi próximo de Hugo Chávez e era tido como ‘laranja’ de Nicolás Maduro por autoridades estadunidenses.

Maduro foi sequestrado no 3 de janeiro e levado para Nova York, onde segue preso com a primeira dama Cilia Flores.

No dia 16 de janeiro o diretor da CIA, John Ratcliffe, tornou-se a primeira autoridade de alto escalão do governo Trump a desembarcar em Caracas.

Historicamente, a Venezuela foi um hub dos Estados Unidos para vigiar a América do Sul e especialmente o Caribe. A Direção dos Serviços de Inteligência e de Prevenção (DISIP) venezuelana era quase um braço da CIA.

O terrorista Luis Posada Carriles, cubano naturalizado venezuelano, recebeu treinamento da CIA e foi informante da DISIP. Ele teve extensa participação em ações contra Cuba e o governo sandinista da Nicarágua.

Carriles é o mentor intelectual de um dos primeiros atentados contra a aviação civil no planeta: a derrubada do vôo 455 da Cubana de Aviación, que partiu de Barbados e explodiu no ar no dia 6 de outubro de 1976. Morreram 73 civis, dentre os quais uma equipe de esgrima de Cuba que havia disputado um torneio na Venezuela.

Quando Saab primeiro foi preso, houve campanha pela sua libertação. Wikipedia

Reviravolta no caso Saab

Alex Nain Saab Morán nasceu na Colômbia. Ele se naturalizou venezuelano. Foi, de fato, homem de confiança de Hugo Chávez, que ao assumir o poder em 2 de fevereiro de 1999 rompeu os laços entre a CIA e a DISIP, que mudaria de nome.

Ao longo de sua carreira, o empresário teve contratos com o governo chavista. Foi acusado por lavagem de dinheiro e outros crimes na Colômbia, Estados Unidos, Suíça e Reino Unido. As acusações sempre se confundiram........

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