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A B3 atrasou. E se fosse o Pix?

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03.08.2026

A B3 comunicou, às 8h05 da sexta‑feira, 31 de julho, que a abertura de parte de seus sistemas seria adiada.

O adiamento foi justificado para preservar a integridade das informações e a segurança da pós‑negociação.

Como o sistema calcula o saldo líquido de cada participante, falhas na pós‑negociação podem interromper as negociações.

Em fevereiro, o mercado à vista de ações da B3 movimentou, em média, R$ 25,7 bilhões por dia.

Às 8h05 da sexta-feira, 31 de julho, a B3 informou ao mercado que a abertura de parte de seus sistemas seria adiada. O problema, segundo a própria companhia, foi uma “intercorrência operacional” em um componente tecnológico do ambiente de pós-negociação. Não houve ataque cibernético nem interferência externa, afirmou a bolsa.

Os contratos-padrão de dólar começaram a ser negociados às 9h35. Os minicontratos de dólar e de índice foram liberados perto das 12h32. No mercado à vista, algumas ações só passaram a negociar depois das 12h40, conforme terminavam os leilões de abertura. Portanto, é mais preciso falar em cerca de duas horas e meia de atraso no pregão de ações — e em mais de três horas para alguns sistemas — do que simplesmente em “duas horas”.

A decisão de esperar foi preventiva. A B3 disse que buscava preservar a integridade das informações e a segurança da pós-negociação. Faz sentido: quando não há plena confiança nos registros que sustentarão a etapa seguinte, abrir o mercado a qualquer custo pode ser mais perigoso do que adiar a abertura.

Isso não elimina a pergunta central. Ao contrário, torna-a mais importante: por que uma falha ocorrida depois do negócio impediu que o negócio começasse?

O dinheiro depois do clique

Para a maior parte das pessoas, a bolsa é o lugar onde uma ação aparece na tela e alguém aperta o botão de compra ou venda. Mas a negociação é apenas a parte visível. Depois do clique, é preciso identificar as partes, calcular direitos e obrigações, compensar posições, exigir garantias, movimentar dinheiro e ativos e confirmar que a operação foi liquidada.

A Câmara B3 ocupa o centro desse processo. Ela atua como contraparte central: coloca-se entre comprador e vendedor e administra o risco de que uma das partes não cumpra sua obrigação. Também faz a compensação, pela qual milhares de débitos e créditos são convertidos em saldos líquidos. Em vez de cada participante pagar e receber cada negócio isoladamente, o sistema calcula quanto cada um deve entregar ou receber ao final.

É por isso que um problema de pós-negociação pode parar a negociação. Se posições,........

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