Um prémio para o elementar
Estou a preparar-me para almoçar quando recebo um telefonema da minha filha.
“Mãe, vem para cá depressa. Estou cheia de dores. Dói muito, mãe. Não estou a aguentar.”
Moramos a cinco minutos de carro uma da outra. Faço o caminho ao telefone, enquanto lhe pergunto quando começou, o que estava a fazer e onde lhe dói exatamente. Do outro lado, ouço as dores a tornarem-se mais fortes.
Pego nela e levo-a às urgências de um hospital privado.
Na urgência de ginecologia, uma médica e uma interna explicam-nos que não encontraram nada que justifique aquela dor. Enquanto conversam sobre o caso, a Inês tem uma nova crise. Contorce-se, senta-se na marquesa e grita com dores. As médicas não interrompem a conversa. Peço-lhes que olhem para ela, mas também o meu pedido........
