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Dignidade e maturidade para a AIMA

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16.09.2026

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Há um meme circulando pelas redes que muitos já viram, ou vão ver assim que fecharem este texto e abrirem os celulares. Tipografia padrão e um fundo que lembra papel reciclado tipo kraft. Uma arte final comum que tem como refrão: "Acho chique quem...". Chique quem muda de ideia. Chique quem cuida da saúde mental. Chique quem sabe pedir desculpa. Chique quem faz terapia e fala disso com naturalidade.

À primeira vista, é inofensivo, embora tolo. Alguém pode até dizer: que mal há em elogiar bons comportamentos. O problema está aí: a palavra não é leve. "Chique" carrega um século de história de classe, de vitrine, de distinção, no sentido de distinção social que Bourdieu ajudou a tornar preciso no entendimento do termo.

Chique é o que se exibe. Chique é o que separa quem tem do que não tem. E quando se aplica essa palavra a gestos como pedir desculpa, cuidar da mente, sustentar uma dúvida, comete-se um equívoco que é, na verdade, um deslize ético: transforma em estilo de vida aquilo que deveria ser piso mínimo de convivência civilizada.

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Há ainda uma segunda armadilha : cada frase do meme fecha o comportamento no indivíduo isolado e o Outro desaparece. Chique é ser digno e maduro.

Considero a palavra mal colocada, e a solução não é abandonar o meme , mas mudar a abordagem. Em vez de chique, proponho duas palavras que devolvem a........

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