A geografia não conta para os políticos
A eleição de António José Seguro trouxe uma onda de otimismo aos portugueses com aspirações políticas nascidos para lá de Lisboa. Afinal, o país político dá espaço e premeia quem vem de outras paragens para lá da capital. Se esta admiração é já por si criticável pela acidez histórica queirosiana ou pessoana, certo é que é muito difícil os “sonhos de menino” singrarem naqueles que fazem o cursus honorium longe dos holofotes metropolitanos e cimentados, quer nos corredores das “jotas”, quer maquilhados nos camarins dos espaços televisivos.
O país ficou mais concentrado demograficamente — é evidente. Ainda assim, a aleatoriedade em certas distribuições — como sobredotados em qualquer campo artístico, científico ou político — não deveria ser posta em causa aprioristicamente. O problema na política, como na música ou no desporto, não é a aleatoriedade que........
