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Patentes: a verdadeira soberania

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18.06.2026

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

Há uma forma silenciosa de colonização que não se faz com exércitos nem com bandeiras, mas com documentos jurídicos depositados em escritórios de patentes. Enquanto o mundo discute fronteiras, commodities e tarifas, o mapa que realmente importa no século XXI já foi desenhado: cerca de 5% dos países detêm mais de 90% do conhecimento protegido do planeta. Os outros 95% — e o Brasil e Portugal estão entre eles — funcionam como fornecedores de matéria-prima intelectual, abastecendo de graça as economias que aprenderam a transformar ideias em ativos. No fundo, soberania hoje se mede em patentes.

Os números brasileiros são constrangedores. Em 2024, foram depositados 25.597 pedidos de patente no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual), mas apenas 5.752 vieram de residentes brasileiros — pouco mais de 22%. Para cada patente registrada por um brasileiro em seu próprio país, estrangeiros depositam outras três e meia, blindando o mercado nacional em benefício próprio.

A razão residente/não-residente do Brasil é de 0,29, a mais baixa entre os........

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