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A democracia na Nova tem curadores

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26.10.2026

Estamos em outubro. Passaram quase 13 meses desde que o Conselho Geral da Universidade Nova de Lisboa elegeu Paulo Pereira como reitor, e quase cinco desde que o voltou a eleger, numa eleição repetida por ordem do tribunal. Exerce funções, assina despachos, é recebido pelo ministro. Mas a sua eleição transformou-se numa eleição de Schrödinger, válida e por validar ao mesmo tempo, à espera de que alguém abra a caixa. E quem tem a chave da caixa não é a comunidade que votou. É um Conselho de Curadores de cinco pessoas, nomeadas pelo Governo, que decidiu não a abrir.

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Em agosto, os curadores fizeram circular um projeto de deliberação a recusar a homologação, com quatro fundamentos: normas de elegibilidade consideradas ilegais; remarcações sucessivas do ato eleitoral; uma convocatória com antecedência curta; e a ausência, no boletim de voto, dos candidatos que não compareceram (sim, leu bem: os que faltaram). A decisão final, entretanto, conhecida, confirmou a recusa. O reitor garante ter pareceres jurídicos que sustentam a validade da eleição e fez notar que a argumentação dos curadores coincide, em boa parte, com a de um processo judicial ainda........

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