Como sobrevive a nossa mente a um mundo que não desliga?
Foi precisamente ali, às 6h35 de uma quarta-feira qualquer de Setembro, enquanto me preparava para ir trabalhar, que percebi uma coisa: se ia continuar a bater na mesma tecla infinitamente, mais valia parar tudo ali.
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Já sabemos: hoje, mais do que nunca, o mundo é um lugar complicado para se viver. Há guerras em todo o lado, a gasolina está cara, e a polarização, na política e em quase todos os assuntos de actualidade, está mais forte do que nunca.
Resta, então, a pergunta: como cuido da minha saúde mental e evito o colapso nervoso a que cedo quase todos os dias?
Cheguei à conclusão de que a pergunta não tem uma resposta simples. Na verdade, nem sei se tem verdadeira resposta. O que posso fazer é tentar perceber de onde vem toda esta pressão, todo este peso mental.
O ruído que nunca pára
Adormecemos de telemóvel na mão, num scroll que temos de forçar a parar. Acordamos e, antes mesmo de pôr o pé fora da cama, já lemos três títulos de notícias, quatro alertas de como o planeta está à beira da ruptura e dezenas de comentários de ódio de alguém escondido atrás de um teclado.
A informação deixou de ser algo que procuramos e passou a ser algo que nos encontra e vive nos nossos bolsos. Está simplesmente ali, em todos os nossos ecrãs: no computador, no telemóvel, no relógio e no loop que se cria nas nossas cabeças.
Antes, era impossível estar informado sobre tudo. Hoje, é impossível não........
