O embargo europeu e o recado que o Brasil precisa ouvir sobre sustentabilidade
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Desde 3 de setembro de 2026, produtos brasileiros de origem animal deixaram de entrar na União Europeia. A medida atinge carne bovina, suína, de frango, além de mel, pescados e ovos, e vale para os 27 Estados-membros do bloco.
O episódio não é isolado nem uma retaliação política. É o resultado de um movimento regulatório que vinha sendo desenhado há anos e que agora atinge um dos pilares da balança comercial brasileira.
O que motivou a decisão precisa ser esclarecido, já que parte da cobertura tratou o assunto de forma imprecisa. O bloqueio não decorreu de irregularidade encontrada na carne brasileira. A Comissão Europeia justificou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados pela avaliação de que o país não comprovou, dentro do prazo estabelecido, o cumprimento das exigências europeias quanto ao uso de antimicrobianos ao longo de toda a cadeia produtiva. A União Europeia proíbe o uso dessas substâncias para estimular o crescimento animal e restringe medicamentos reservados ao tratamento humano, dentro da política de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health. Em abril deste ano, o governo brasileiro já havia proibido parte desses antimicrobianos, mas o bloco considerou que faltavam garantias adicionais. A palavra final ainda depende de auditoria em andamento no Brasil, e a medida pode ser revista caso as negociações avancem.
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O impacto não é pequeno. A União Europeia está entre........
