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UE e baterias de telemóveis: progresso ou regulação a mais?

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27.04.2026

A União Europeia volta a redesenhar o mercado tecnológico. Depois de impor o USB-C como carregador comum, prepara agora uma nova exigência: a partir de 18 de fevereiro de 2027, os equipamentos com baterias portáteis colocados no mercado europeu deverão permitir a remoção e substituição da bateria pelo utilizador, ou com recurso apenas a ferramentas comuns. O objetivo é claro, combater o desperdício eletrónico, prolongar a vida útil dos aparelhos e reforçar o chamado “direito à reparação”.

À primeira vista, trata-se de uma medida sensata. E, em muitos aspetos, é.

Quem usou telemóveis até meados da década de 2010 recorda-se bem de um tempo em que trocar a bateria era banal. Bastava remover a tampa traseira, substituir a peça e continuar a usar o equipamento por mais dois ou três anos. Havia até quem transportasse uma bateria suplente no bolso. Marcas como Nokia, Samsung ou LG normalizaram esse modelo.

Depois chegou a era dos smartphones Premium, corpos Unibody, vidro colado, estruturas seladas, resistência à água, designs mais finos e produção mais eficiente. A bateria deixou de ser componente acessível e passou a estar escondida sob adesivos, parafusos específicos e, muitas vezes, processos técnicos que afastam o consumidor comum.

O resultado foi previsível quando a bateria degrada, e todas se degradam com o passar dos ciclos: muitos utilizadores optam por trocar de telemóvel em vez de reparar.

As baterias modernas utilizadas nos equipamentos móveis são, na sua esmagadora maioria, baterias de iões de lítio ou de polímero de lítio, compostas por materiais tecnologicamente avançados e de extração sensível. No interior encontram-se três elementos essenciais: o ânodo, normalmente feito de grafite, o cátodo, composto por combinações de........

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