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CAT Bonds: Como pagar os danos da próxima catástrofe

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08.05.2026

As tempestades do início do ano e os custos associados alertaram o executivo português para a necessidade de estar melhor preparado, sobretudo financeiramente, para futuros eventos de magnitude semelhante. É certo que Portugal se situa numa zona de transição climática entre o Norte de África, quente e seco, e a Europa Central, mais chuvosa, dependendo também da posição do anticiclone dos Açores em cada ano, mas as alterações climáticas são uma realidade e estes fenómenos poderão tornar-se mais frequentes no futuro, sobretudo num país fortemente exposto aos ventos do Atlântico.

Além dos prejuízos em infraestruturas públicas e do peso para o Orçamento do Estado, um dos principais problemas foi o facto de muitas habitações, sobretudo as mais antigas, e também alguns armazéns e fábricas, não terem seguro. Quem suporta as perdas destes agentes económicos? Sem cobertura de seguro, uma parte significativa dos prejuízos causados por catástrofes naturais acaba frequentemente por ser transferida para o contribuinte. Acresce que muitas habitações mais antigas foram construídas quando o ordenamento do território e a avaliação do risco natural tinham pouca ou nenhuma relevância, encontrando-se algumas localizadas em leitos de cheia de inverno, zonas costeiras vulneráveis, arribas ou encostas de montes com terras pouco consolidadas.

Por isso, faz sentido que o seguro da habitação passe a ser obrigatório, à semelhança do que já acontece com muitas casas compradas nas últimas décadas com recurso ao crédito à habitação. No entanto, essa obrigatoriedade não deve ser encarada da mesma........

© Observador