O guião que já todos sabemos de cor
Sem grande surpresa, constatamos que o Estado continua a falhar numa das suas funções mais nobres: proteger pessoas e bens em situações de emergência, nomeadamente as que resultam de fenómenos naturais.
Ao contrário do que acontece com os fogos florestais, onde a prevenção deve assumir um papel fundamental, desta vez não havia muito a fazer. Mas mesmo o pouco que podia ser feito antes da tempestade chegar não resultou. Os avisos às populações foram feitos, mas o carácter burocrático que assumiram nos últimos anos fez com que ninguém levasse muito a sério a gravidade do que haveria de ocorrer.
Nem o Estado acreditou nos alertas que estava a fazer. Dois sintomas disso: o Comandante nacional da Proteção........
