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Defesa dos valores cristãos?

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31.01.2026

Imaginem que acabo de fazer uma homilia. Ao contrário do costume, impecável, em conteúdo e em forma. Vou para o meu lugar e, de repente, um bebé começa a chorar, e não é um choro normal, é um berreiro. Os pais tentam sossegar a criança, ficam atrapalhados, não sabem se o melhor é sair da igreja, ou ficar; não sabem, até, como o vão tirar dali sem fazer mais barulho. Entretanto, eu não digo nada, não vou ter com eles a perceber a situação, não ignoro simplesmente, não peço para estarem calmos, ou, de maneira educada, para saírem. Não. Chego ao microfone e digo: “Rua. Chega de barulho. Não tinham condições para vir, não vinham”.

Em princípio, ninguém, na igreja, desconfiaria que sou cristão, que conheço a “doutrina”, e razoavelmente o que “diz a Bíblia”. Quem está na igreja sabe que a situação é incómoda, chata, distrai, mas aquele tipo de atitude soa a incoerente, a desconforto, a estranheza. E é normal que assim seja. Não se trata só de boa educação.

Existe uma versão bucólica do Cristianismo. Um modo........

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