O Cónego Jeremias e as "acampadas"
Desta vez, encontrei o Cónego Jeremias muito incomodado com as mal-ditas ‘acampadas’ no Porto e em Lisboa.
– Que me diz, Senhor Cónego, destas manifestações?
– Pois olhe, já não temos por que temer a invasão dos bárbaros.
– Não nos podem invadir porque já cá estão!
– Segundo o INE, os estrangeiros residentes em Portugal, em 2025, eram 1.597.539, quase um milhão e seiscentos mil, mais do dobro do que os registados em 2021! Ou seja, a geringonça abriu a porta, que a maioria absoluta socialista escancarou, pondo em risco a coesão nacional, nomeadamente no que respeita à habitação e à saúde.
– Acha que deveriam ser expulsos os estrangeiros que vivem no nosso país?
– Claro que não porque, entre eles, há gente boa e valiosa, que quer trabalhar e que deve ser recebida de braços abertos. Mas também há oportunistas que só querem viver à conta do Estado. Há que separar, como diz a parábola, o trigo do joio.
– Qual é a principal vítima desta contestação social?
– A principal não sei, mas a primeira é, decerto, a língua portuguesa.
– Então que jeito tem esta mania de chamar a estes acampamentos ‘acampadas’?! O Dicionário da Academia das Ciências reconhece este termo como forma do verbo ‘acampar’ e não como sinónimo de ‘acampamento’, mas estes........
