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Brincar às revoluções é tão giro, não é?

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17.10.2026

Catarina Martins estava entusiasmadíssima: dava pulinhos, agitava o punho e gritava ao microfone até a voz, coitada, lhe começar a falhar, esgotada pela emoção, pelos bons sentimentos e pela luta de classes. Este comovente arroubo foi gravado em vídeo e aconteceu num protesto “pela habitação” no Porto, onde reapareceu, saída diretamente de um reconfortante voo vindo de Bruxelas, a antiga líder do Bloco de Esquerda (Lembram-se dele? É aquele partido que existiu em Portugal no início do século XXI e que se eclipsou depois de achar que ia para o governo na “geringonça”).

Ouvir o discurso de Catarina Martins é um ato sofrido, mas patriótico, porque permite perceber como pensa a esquerda radical. Resumindo, é isto: mobilizar várias micro-causas, travar várias micro-lutas e inventar vários micro-slogans para que, juntando todos os descontentamentos, no final surja, magicamente, uma grande causa, uma grande luta e um grande slogan. No congresso da agonia do Bloco, em 2025, depois do episódio da flotilha, Francisco Louçã tinha apelado ao partido para que colocasse os “pés bem........

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