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11 de Setembro: 25 anos

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13.09.2026

O veredicto histórico não é assim tão difícil. Tirando o estruturalismo mais empedernido, ou os últimos crentes nas filosofias da história que indicavam uma corrente irresistível empurrando tudo e todos, quer quisessem, quer não, para um destino inelutável comum, é uma posição perfeitamente razoável atribuir a um acontecimento tão denso e violento como o 11 de Setembro o estatuto de um separador de águas. O mundo hoje – e não apenas a sociedade americana – é muito diferente do que teria sido na ausência do ataque terrorista a Nova Iorque e a Washington. A pergunta seguinte “quão diferente?” é também perfeitamente razoável e tem como única resposta razoável admitir que nem o 11 de Setembro, nem os múltiplos processos históricos que pôs em marcha, ocorreram do nada. Não há vazios históricos. E se há pontos de inflexão, como se diz no estudo das funções matemáticas, então, mantendo a linguagem matemática, é preciso reconhecer que não há descontinuidades.

Olhando para trás, para muito antes de o mundo saber quem era bin Laden, ou Zawahiri, ou George W. Bush, percebe-se que a situação geopolítica do Médio Oriente, incluindo a relação dos vários países com os EUA, assim como a formação teológica-ideológica que acabaria por constituir organizações terroristas da estirpe da al-Qaeda (ou do sucessor Daesh), teve no ano de 1979 um outro poderosíssimo momento........

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